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Destaques

09/08/2018 - 09:35:00

Barbiere se diz frustado

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O técnico Barbieri não engoliu a derrota do Flamengo por 2 a 0 para o Cruzeiro, nesta quarta-feira à noite, no Maracanã, e disse, em entrevista coletiva, que a equipe tinha estudado a jogada que resultou no primeiro com dos visitantes. O comandante acredita que o Rubro-Negro não conseguiu tirar a Raposa da zona de conforto.

- Levamos um gol muito cedo em um erro nosso, em jogada que havíamos estudado do Arrascaeta. Isso deixou o Cruzeiro confortável o tempo todo. Não conseguimos tirá-los da zona de conforto. Criamos chances, mas não conseguimos fazer. Resultado ruim, sentimento de frustração meu e de todos os atletas. Não imprimimos o jogo que podemos fazer. Ficamos presos ao jogo do Cruzeiro. Entendemos a frustração, mas precisamos virar a página - disse o técnico.

Durante a partida de ida das oitavas de final da Libertadores, o Flamengo cruzou 23 bolas na área do goleiro Fábio, contra só nove do Cruzeiro diante de Diego Alves. Barbieri explicou a estratégia:

- Em relação ao número de cruzamento, varias coisas contribuem. O cruzeiro se fecha muito no corredor central e teríamos que explorar as laterais do campo. A ideia era levar vantagem por ali, mas não pela bola aérea, onde eles são muito fortes. Tivemos chances no primeiro tempo e no segundo, com dois homens de área, partimos mais para o cruzamento e tivemos chance com o Vitinho - falou.

Veja outros trechos da entrevista do técnico do Flamengo:

Faltou organização, maturidade ou qualidade?

- Foi um pouco dos três. O gol muito cedo nos deixou numa situação desconfortável e a ansiedade tomou um pouco conta do jogo. Queríamos definir a jogada muito rápido, não tivemos tanta paciência para circular a bola e buscar os espaços. Falar de eficiência é sempre complicado. Tivemos algumas oportunidades, mas não foi uma noite feliz no sentido de conclusão. O que fica é o saldo que conseguimos criar oportunidades contra uma equipe como o Cruzeiro, que é forte, mas não é imbatível. Recentemente, perdeu por 2 a 0 no Mineirão para o São Paulo. Temos que encontrar condição de superar esses desafios.

Movimentação ofensiva do Cruzeiro

- A movimentação do Cruzeiro já havíamos estudado e sabíamos que ocorria. Não foi uma surpresa. Mas uma coisa é saber e outra é enfrentar. O Cruzeiro tem uma equipe de bastante qualidade. Acho que o gol cedo foi mais determinante, no sentido que eles tiveram pouco a bola, trocaram menos passes que nós, cometeram mais erros. O que gerou mais problema e perigo foram os contra-ataques, mas é uma questão que é difícil fugir a partir do momento que eles têm 1 a 0, ainda mais com o gol qualificado.

Principais falhas

- Conversamos bastante. Acho que coletivamente não conseguimos fazer um bom jogo e isso faz com que não tenhamos destaques individuais. Tivemos oportunidades e em um jogo deste tamanho, contra um adversário maduro e experiente, temos que aproveitar as oportunidades. Isso fez bastante a diferença. O sentimento é de frustração. Estamos insatisfeitos com o jogo, com o que apresentamos, mas precisamos olhar para frente. Não podemos jogar fora tudo que temos apresentado até agora. Temos feito bons jogos, como na quarta-feira passada.

Queda de rendimento da defesa

- É um ponto que já tínhamos discutido anteriormente de forma interna, que precisávamos voltar a ter solidez defensiva. Em alguns momentos, falta atenção, alguns ajustes que precisamos corrigir. Há ainda a postura do adversário, que tem dado a bola para o Flamengo e jogado no nosso erro. Quando jogamos no erro do adversário, de forma reativa, é uma organização mais simples. Temos errado mais do que vínhamos errando. Não acho que damos mais espaços, mas erramos mais.

Mudança de estilo nos últimos jogos

- Acho que o principal fator no jogo anterior como nessas foi a pressa para fazer as coisas. Um pouco de ansiedade, retendo demais a bola e não fazendo com que o jogo saísse em velocidade. Em outros momentos da temporada, não tivemos o Diego e o Paquetá e conseguimos manter o nível. Não podemos reduzir o problema a um jogador ou outro. Precisamos acelerar mais a bola, ter paciência e errar menos nas oportunidades criadas. Se aproveitarmos cedo, a tendência natural é que o adversário saia para o jogo e tenhamos espaços para jogar.

Nervosismo dos mais jovens

- Acho que precisamos ter um pouco de calma para não fazer avaliações conclusivas muito cedo. Quando falamos de jovens que estão surgindo, é natural que tenha muita oscilação. Isso envolve tempo, trabalho. É verdade que temos jogadores jovens, mas também experientes em todos os setores. Acho complicado irmos pelo caminho de que a mescla estava boa, funcionando, e agora não funciona mais. Contamos com grandes jogadores e acho que a resposta da equipe, e não digo individualmente, acabou interferindo.

Chances perdidas

Depois de um contra-ataque do Cruzeiro em que a bola bateu na trave, tivemos duas bolas em escanteio que cruzaram a linha, duas do Rodinei, uma cabeçada do Uribe. Temos que ter paciência e de que vamos voltar a ter boas atuações.

Priorizar

- Nossa prioridade é sempre o próximo jogo. Ir por esse caminho, seria assumir uma inverdade. Temos condições, o que não quer dizer que vai ser fácil, mas temos condições. Como exemplo, citei o jogo do São Paulo contra o Cruzeiro lá, eles também perderam contra o Corinthians. Lá na frente, pensamos na Libertadores de novo.

Rodinei

- O Rodinei é um jogador que tem essa característica de apoiar bastante, vem de trás em velocidade, sempre cria muito problema para o adversário. Por isso, tem esse destaque. No fim, ele não estava bem no jogo e precisávamos encontrar soluções para diminuir o placar. Botamos duas referências na área, o Pará tem um bom cruzamento e precisava fazer essa bola chegar (no Uribe e no Lincoln). O Rodinei não estava conseguindo. Depois, tivemos oportunidade com o Vitinho e não conseguimos concluir.


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