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Colunas

11/04/2019 - 10:52:00

Internacionalização! Possível, mas algo ainda distante para nosso futebol

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Há pelo menos 20 anos ouço falar em internacionalização dos clubes brasileiros. Infelizmente, a internacionalização é consequência de alguns elementos que precisam acontecer antes de ações individuais deste ou daquele clube. É o que chamo de quinteto perfeito: Competições Globais, Exposição de Massa, Jogadores Consagrados, Resultado e Continuidade. Dada a globalização dos conteúdos por meio da internet, pode-se dizer que alguns de nossos clubes são, até conhecidos, mas isso não é internacionalização, isso não gera consumo, desejo, engajamento.

Validar essa tese nem é tão complexo. Basta acessar dados disponíveis no mercado e alguns proprietários, fruto das pesquisas anuais da SPORT TRACK. Senão vejamos: A UEFA Champions League teve 5 campeões diferentes nas últimas 10 temporadas. Nestas mesmas 10 temporadas, a competição teve transmissão da Rede Record, na primeira 2008/2009 e da Rede GLOBO nas outras 09.

Dos 5 campeões diferentes citados acima, 4 estavam no top 10 de clubes internacionais mais amados no Brasil, na pesquisa de 2011. Em 2018, também 4 estavam no top 10, apenas saiu da lista a Internazionale e entrou o Bayern de Munique. Por sua vez, Barcelona, Real Madrid e Chelsea estão sempre presentes.

Nem é preciso falar da construção de marca feita pela Champions League (Competição Global) ao longo dos anos, de sua parceria de 9 anos com a Rede Globo (Exposição de Massa), de seus jogadores estelares (Jogadores Consagrados). Por sua vez, os 5 clubes chegaram lá (Resultado), com grande frequência (Continuidade). Não é atoa que Barcelona e Real Madrid são top 1 e 2, respectivamente. Ora, juntos, ganharam 7 das últimas 10 Champions League.

Em relação às competições preferidas pelos brasileiros, tivemos a Champions League saltando da sétima para a quinta posição entre 2011 e 2018. Do lado de cá, Brasileirão sempre em primeiro e Libertadores pulando de terceiro em 2011, para segundo em 2018.

Resta claro que, construção/internacionalização de marca de um clube não é dissociada das competições que participa, sejam nacionais ou internacionais. No final das contas, a pergunta que fica é: quem está cuidando da internacionalização do nosso Brasileirão, da Libertadores? Sem isso jamais haverá o “nosso” Quinteto Perfeito!

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