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Colunas

07/05/2018 - 23:39:00

Não existe almoço, nem jantar de graça. O Palmeiras que se cuide: lulu de madame late

Verdão está mais enrolado do que fumo em corda, porque a Receita Federal lascou um dos cofres crefisianos com uma multa de 30 milhões


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“Lulu de madame só late e não morde”, disse uma rádio-peão lá no fundo da periferia. Só que existem exceções: por exemplo, o felpudo pet crefisiano não só late e dá seus pulinhos naquele comercial da TV Plim-Plim, mas também morde os calcanhares dos aprendizes de feiticeiros, que administram uma parceria financeira, bonita por fora, mas complicadíssima nos verdes bastidores.

O milionário Palmeiras, conforme alguns idiotas proclamam por aí, sem sequer dar uma olhada nas contas do clube, está mais enrolado do que fumo em corda, porque a Receita Federal lascou um dos grandes cofres crefisianos com uma multa de 30 milhões de reais, porque a operação de aporte de recursos ao time, na opinião do leão, era sonegação. No mínimo, evasão fiscal.

Tia Leila, que se prepara para ser presidente do Palmeiras – depois contaremos como é feito o jogo político nos bastidores - chamou os luminares financeiros do Palestra e botou as cartas na mesa:

1) Vamos investir mais ainda no Palmeiras, mas em condições diferentes, isto é, sem essa história de investimentos de marketing-contratações, sem escrituração contábil, mas com lançamentos que configurem operações lícitas e que não deem margem a punições por parte do imposto de renda.

2) O pessoal do COF, quando soube do plano crefisiano de tia Leila, pulou nas tamancas, por algumas razoes. Dizia um conselheiro:

“Puxa, se no ano passado tínhamos em dinheiro perto de 200 milhões, agora somos devedores de 120 milhões ao investidor. Pior ainda, o contrato – um mútuo – é retroativo o que, em tese, fere a teoria dos contratos. Saímos de uma posição confortável com dinheiro disponível para um saldo negativo de 120 milhões”. É como se um cidadão ganhasse um prêmio de loteria num dia e ficasse no pendura no outro dia.”

3) A Tia Leila está na dela. O clube é que entrou em fria e agora não adianta chorar; citação só para lembrar uma frase do saudoso Fiori Giglioti. Mas não é só isso não.

4) Além da confissão da dívida de 120 milhões, o Palmeiras só escapará de uma fria se os jogadores que estão inseridos no acordo forem algumas vezes campeões. Com a valorização na venda do contratado, o clube fica com 50% do lucro. Se ocorrer um empate -na venda com aquilo que foi investido na compra, o Palmeiras não precisa pagar nada.

5) Se houver desvalorização – isto é, diferença a menor no preço da venda em relação ao preço de contratação – o Palmeiras indeniza a Crefisa. Exemplo: se um jogador custou 20 milhões e na revenda apurar-se 50%, 1 0 milhões serão restituídos pelo clube.

6) Mas não é só isso, não. O saldo devedor será corrigido pela taxa do CDI (6,39%) Certificado de Depósito Interbancário – e imaginemos que essa taxa dispare no mercado e não fique só em 0,5% ao mês. Se o prazo de quitação do prejuízo ao patrocinador for de 2 anos, a variação da taxa será no mínimo de 6,39% ao ano. Ah, mas isso é pouco. Não é bem assim porque hoje o total dos aportes crefisianos no time passam de 100 milhões.

7) Para o clube ter ótimo faturamento é preciso somar títulos e, até agora, o Palmeiras, nesta fase de tia Leila, só ganhou um campeonato brasileiro. É preciso mais qualidade desse time caro, mas que ainda não inspira muita confiança, apesar de todo o apoio de ponderáveis setores da mídia. O Corinthians, que não é time-caviar, tem feito seu papel e avança na busca de mais taças e mais faixas no peito de sua satisfeita torcida.

8) No cassino das preferências e das apostas, o Palmeiras está em baixa. Se o time não reagir, a chapa vai esquentar e, sem conquistas expressivas a conta vai aumentar e o prejuízo ficará para quem? A Tia Leila enxerga longe e, diante da incompetência dos calças brancas – pessoas sem muita visão – vai se impondo cada vez mais. Até porque seu projeto pessoal é chegar à presidência, custe o que custar.

9) O CEO que cuida do futebol verde só conhece uma regra: contrata muito e paga o que não vale. Se as contratações tivessem sido boas, o Palmeiras estaria em outro patamar de qualidade. Não há um contraponto, até porque o dinheiro sempre fala mais alto. O corre que, se o Palmeiras afundar no estuário do fracasso haverá choro e ranger de dentes.

Até porque o futebol só se valoriza com títulos. E, se isto não acontecer, quem pagará a conta do fracasso? Há um contrato em vigência, o que aumenta a responsabilidade de todo mundo. É bom não esquecer que o felpudo pet de Tia Leila late e morde.

E ele pode morder novamente os calcanhares dos calças brancas do Palestra. Na briga financeira, o Palmeiras já perdeu. E não pode perder mais porque a conta sempre chega. E não existe almoço e jantar de graça.

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